domingo, 18 de abril de 2010

Me diga, só preciso dessa resposta para continuar
Por que é tão difícil?!
Apenas me diga: quanto tempo dura um sonho?
Quanto tempo dura o nosso sonho?
Olho pela janela
E o céu já não me sorrir com aquele mesmo azul de antes
Estou entrando numa paranóia
Os gnomos do jardim conversam comigo todo dia pela manhã
Sim, eles falam de amor e coisas que acalmam meus olhos de desespero
Eles parecem tão sábios...
Poderiam responder a qualquer pergunta que eu fizesse
Mas quero apenas que você me diga
Quero ouvir sua doce voz
Quero que me fale novamente em amor
Quero ouvir dizer que nosso sonho dura o eterno
O eterno necessário para se tornar real
Esta anoitecendo
E as estrelas andam chorando minha lágrimas
Outro dia me trouxeram uma notícias boa
Mas desconfio que foi apenas algo inventado
Apenas algo para que pudessem ver um sorriso florir
Então por que não me trouxeram você?
Pintaria o céu e o universo inteiro com sorrisos
As estrelas não são tão sábias assim...
Ou foi eu que não enxerguei o seu olhar através do brilho que elas me deram
Talvez sua resposta esteja estampada na Lua
Mas estou tão cansada
Não consigo mais enxergar
Queria apenas ouvir sua voz
Sentir o sonho e acordar novamente no nosso mundo.
Indy P. Farias

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Depois de dias

Semanas inteiras

A menina, então, resolve abrir a janela

Lá, pensava ela, estaria tudo o que evitava por tanto tempo

Toda uma vida...

Histórias e estórias que seria um tormento ver passar a sua frente como um filme

Mas cansada de viver para esquecer

Resolveu encarar

Então uma forte luz acariciou seu rosto e quase no mesmo instante

Uma leve brisa a convidou para abrir os olhos

Para a surpresa da menina, lá não estava o filme do seu passado

Lá não estava à platéia que a assistiu cair tantas e tantas vezes

Lá estava apenas o nascer, o parir da vida

Lá estava um horizonte recheado de possibilidades

Foi então que a menina percebeu

Que não adianta esconder-se do mundo

Ele sempre terá algo novo a oferecer

Infinitos caminhos que podem ser trilhados

E o passado, a fita que o carrega, está dentro do baú da memória

Por mais que se tente a fuga é inevitável apagá-lo!

Mas talvez haja maneiras de transformá-lo.


[Indy...]

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desenho e texto: Indy P. Farias
Há meses forço um verso
Há meses forço um risco
Há meses que não vivo

Ando.Corro.Paro.Olho.Procuro.
E nada!

Mas afinal, o que mesmo que busco?!
Nem verso
Nem risco
Nem vivo

Ah... Talvez busque um sonho
Ou parte dele
Mas sem verso
Sem risco
Eu não vivo
[Ah tristeza]

Logo se não vivo não há sonho
Então caminho. Sento. Caminho. Corro.

Mas afinal, para onde estou indo?
Se não há sonho, a de haver caminho?!
[Como estou confusa]

Paro!

Sem verso
Sem risco
Sem sonho

Já sei...
[Uma luz?!]
Talvez procure um caminho que me leve a vida...
[Será?]

Se há vida
Há verso
Há risco
Há sonho
E se há sonho há inúmeros caminhos reais
E vivo!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Nós
Eu e você...
Quanto tempo andamos por ai sem saber
Quantas madrugadas a brisa trouxe a lembrança do nosso amor
Quantas vezes precisamos nos perder para agora nos reencontrarmos
Beijos, promessas, abraços e sonhos adormecidos nos braços do tempo
Quanta saudade guardada que agora se traduz em toques
Olhares, sorrisos... e posso falar, sem dúvida, em felicidade!
Nós
Há tanto mistério em nós
Há tanto encanto
Há tanto sentimento
Quantas barreiras devemos ter quebrado para agora estarmos aqui
Um nos braços do outro e o outro nos braços do um
Desde quando nossos olhos estão olhando para nós?!
A beleza do que agora volta a despertar dispensa certas respostas
Por si só já se completa
Por si só já se traduz
Eu e Você
Nós!!!

Indy P. Farias

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Hoje sonhei com você
Me desculpe não ter avisado
Mas um sonho simplesmente acontece
Assim, como aconteceu nós dois
Hoje pude te abraçar e te beijar
Sem pressa e sem pudor
Nossos braços e lábios se tocavam
Saudosos e cheios de amor

Hoje acordei nostálgica de você
Tudo bem - é verdade - nosso corpo nunca se encontrou
Nosso cheiro nunca se misturou
Me desculpe não ter ainda arriscado
Mas paixão que acontece assim
É sempre bom ter cuidado

Hoje pela manhã a realidade me chamou
Retirando de mim esse sonho de amor
Agora você é figura, é desenho
Uma forma luminosa que me toca
Como um raio de Sol
Agora você é sinal
É certeza de que me apaixonei de verdade
É marca, é rastro
Agora você é parte de minha felicidade.


[O amor é brega - Fato]

Indy P. Farias




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Desenho e texto: Indy Farias

E lá estava ele com um rosto traduzido em mistério
E ao mesmo tempo incertezas
Prestes a se jogar da ponte da vida
Prestes a cair no abismo da morte
Prestes a matar todos os seus sonhos e esperanças
Em sua memória todas as derrotas e dores que acumulou desta vida
A multidão que havia se formado gritava desesperada
Mas ele não ouvia
Assim como também ninguém ouvia seu grito de angústia e tristeza
Ele não enxergava aquelas pessoas
E aquelas pessoas só enxergavam a sua frente um homem covarde
Talvez ele fosse apenas isso mesmo
Elas pelo menos não enxergavam de fato o homem que ele havia se tornado
Talvez ele desejasse isso também
Talvez desejasse não enxergar esse homem vazio de vida que agora habitava dentro de si
Mas agora já era tarde
Estava a menos de um passo para matar tudo o que ainda pudesse existir, viver...
Estava a um passo de matar seu corpo... Afinal, de tudo havia restado apenas matéria
Seu espírito já estava morto, esquecido
Restava menos de um passo para aquele homem ser engolido de vez pela escuridão que emanava lá debaixo
E desta vez não havia mais cores, nem luzes em finais de túneis...
Desta vez não havia mais soluções
Só mesmo a morte
Só mesmo o fim.


... Nem mesmo paz poderá encontrar ...


domingo, 11 de outubro de 2009

" No dia que pensei em escrever os mais belos versos, todos resolveram fugir de mim...
E o meu papel ficou em branco, minha tinta nem sequer sujou a linha com um pingo, que poderia ter caído despercebido.
Ah!, como fui triste neste dia...
Era uma dia de domingo chuvoso, desses que as linhas, mesmo estando tortas, suplicam uma poesia, uma frase ou ao menos uma palavra
Mas eu... Eu não pude escrever nem uma vogal solta, quem dirá consoante!
Logo a chuva começou a amenizar e lá fora as gotas pareciam escrever a poesia no ar...
O latido do cachorro saia em forma de poesia...
O toque do telefone...
O cair de um talher na mesa...
A respiração do recém-nascido, a criança correndo, a muleta do idoso...
Tudo estava derramando poesia
Ela estava em toda a parte!
Mas que domingo triste...
A poesia não estava no meu papel
Os versos não preenchiam minhas linhas tortas
Nem as vogais... Nem as consoantes...
A poesia estava em toda parte!
Menos em mim..."